18 abril 2024

Ministério das Comunicações publica extrato de termo aditivo para migração AM-FM da Rádio Record AM em São Paulo

 São Paulo – Emissora tem autorização para operar em 77.1 FM na classe E2 de operação

O Ministério das Comunicações publicou, no Diário Oficial da União desta segunda-feira (15), o extrato de termo aditivo para a adaptação de outorga da atual Rádio Record AM 1000 de São Paulo. Com isso, a emissora de formato popular/jornalismo/religiosa agora tem autorização para iniciar suas transmissões no dial FM estendido (eFM) da capital paulista. A emissora ainda não divulgou a data da estreia.

A Rádio Record já vinha veiculando chamadas alertando os seus ouvintes para o início das transmissões em FM. Nelas, a emissora explica como as pessoas poderão acompanhar a programação no dial eFM. De acordo com a publicação do Ministério das Comunicações, a Rádio Record vai operar em 77.1 FM.

A estreia da Rádio Sociedade Record já tem 95 anos, tendo acontecido na noite de 23/10/1928. Seu fundador foi o comerciante de discos e instrumentos musicais Álvaro Liberato de Macedo, dono da Casa Record. A estação foi instalada num sobrado, situado na Praça da República, nº 17, centro de São Paulo.

Em 1931, a decadente e precária Rádio Sociedade Record estava à venda e um rapaz de 30 anos de idade resolveu comprá-la. Ele era o Dr. Paulo Machado de Carvalho, que a adquiriu em sociedade com o cunhado Pipa Amaral, o amigo Jorge Alves de Lima e o engenheiro Leonardo Jones, responsável pela montagem técnica da pioneira do Estado, a Rádio Educadora Paulista.

A nova fase da Rádio Record iniciou-se em 11 de junho de 1931 e gerou muito sucesso. A emissora atravessou períodos importantes da história brasileira e mundial, como a Revolução de 1932. Na noite de 23 de maio daquele ano, ocorreram choques entre os manifestantes e os membros da Legião Revolucionária (transformada no Partido Popular Progressista, sob a licença de Miguel Costa). No confronto, que ocorreu em frente ao prédio onde se ficava a sede da emissora, morreram, tragicamente metralhados, os estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo.

As iniciais dos seus nomes inspiraram a criação da sigla "MMDC", que passou a ser o estandarte daquele movimento. O fuzilamento dos estudantes foi presenciado e narrado por César Ladeira, da sacada da Record.

Com a crise financeira que atingiu a emissora e, consequentemente a TV Record, no final dos anos 80, a rádio e a TV foram vendidas à Igreja Universal do Reino de Deus em março de 1990. De 2001 a 2004, a rádio ficou com programação religiosa. Desde 2004, a emissora voltou com a programação musical, dividindo sua grade com programação religiosa.